A quinta cidade mais populosa da França, Nice, autorizou a realização de testes de um sistema de reconhecimento facial por meio de câmeras de vídeo nas ruas da cidade. A experiência, inédita no país, é realizada durante o Carnaval 2019, que por lá começou no dia 16 de fevereiro. O experimente consiste em pedir uma foto a mil voluntários que participam da festa e, em seguida, identificá-los no meio da multidão a partir de um programa especial de computador conectado às câmeras de vigilância já instaladas na cidade.

Segundo as autoridades locais, o objetivo principal é poder encontrar crianças perdidas durante grandes eventos, mas também pode ser usado para identificar suspeitos. Várias associações, como a Liga dos Direitos Humanos, criticaram a inciativa, alegando que o sistema expõe a população. Além disso, há quem tema que o dispositivo seja apenas o primeiro passo para a criação de um arquivo de imagens dos moradores, que poderia ser usado em seguida para projetos de segurança contrários às liberdades individuais. Em resposta às críticas, os idealizadores do projeto de Nice informaram que apenas os rostos dos voluntários serão identificados. As pessoas que não participarem da experiência terão suas imagens destorcidas.

Placas também foram colocadas na zona de teste para avisar os foliões de que a região está participando da iniciativa. A cidade de Nice já conta com 2.350 câmeras (uma para cada 145 moradores) e, desde 2016, o prefeito tenta impor o sistema de reconhecimento facial. Durante a Eurocopa de 2016, algumas semanas após o atentado na orla da cidade, ele já havia pedido, sem sucesso, uma autorização para instalar o dispositivo na entrada das zonas de concentração de torcedores.

Assim como na França aqui no Brasil o governo do estado do Rio de Janeiro escolheu Copacabana para instalar o programa de reconhecimento facial através das câmeras de trânsito e de segurança instaladas nas ruas do bairro. Com as imagens, será possível a Secretaria de Estado de Polícia Militar identificar pessoas que estejam com pedidos de prisão expedidos ou verificar placas de carros para saber se são roubados.

Segundo o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Rogério Figueredo de Lacerda, o programa de reconhecimento facial e de placas de veículos entrará em operação no carnaval 2019 e com ele será possível, por exemplo, registrar a presença de um criminoso ou de um carro roubado durante uma blitz ou em um bloco carnavalesco.

fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/http://revistasecurity.com.br

Curtiu, gostou das novidades? Tem alguma duvida, teremos o maior prazer em atender você.

Não deixe de curtir e compartilhar